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Dia Mundial da Prevenção do Suicídio: aborda mitos e formas de prevenção

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O mês de setembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde para chamar a atenção da sociedade sobre a importância de se falar e de prevenir o suicídio. Estimativas do órgão indicam que esta é a 13ª maior causa de morte no mundo, sendo uma das principais entre adolescentes e adultos até os 35 anos. Por isso, para fomentar o debate, além de estipular 10/09 como o ‘Dia Mundial da Prevenção do Suicídio’, a OMS também intitulou o mês de ‘Setembro Amarelo’.

Amara Alice Darros, psiquiatra do Serviço Social da Construção de São Paulo (Seconci-SP), comenta que ainda existe muito tabu em torno do tema, sustentando mitos que dificultam a divulgação dos motivos que podem levar uma pessoa ao suicídio.

De acordo com a especialista, é muito difundida a percepção de que as pessoas que cometem suicídio são necessariamente depressivas, o que não é verdade. “Quando o indivíduo sente incapacidade de atuar na vida, seja pela descoberta de uma doença ou frustração familiar ou amorosa, é que geralmente comete o ato”, explica.

A especialista comenta que muitas vezes os indivíduos agem por impulso, reagindo a uma situação com a qual elas não conseguem lidar, por isso é importante levar em consideração e oferecer apoio quando um familiar ou colega de trabalho manifesta a disposição de dar fim a própria vida.

Já Angela Nogueira Braga da Silva, coordenadora do Serviço Social do Seconci-SP, aponta que no mundo corporativo atualmente são raras as pessoas em cargo de lideranças que estão preparados para dar apoio ao funcionário quando ele está passando por uma situação difícil e isso pode fazer toda a diferença. “Mudanças radicais de comportamento, isolamento e atitudes antissociais sem motivo aparente, na maioria das vezes, são sinais de alerta”, exemplifica a especialista.

Angela ressalta que as redes sociais tornaram as relações muito mais intensas, fazendo um fato positivo ou negativo assumir uma grande proporção. Por este motivo, é importante que os pais e responsáveis acompanhem as atividades dos filhos nestas plataformas, pois nem sempre as crianças e adolescentes possuem maturidade para lidar com as frustações e podem tomar decisões de forma desesperada.

O mesmo tipo de atenção especial deve ser oferecida às pessoas mais velhas, complementa a dra. Amara Alice. “No momento da aposentadoria, quando a pessoa deixa a rotina de trabalho, ou quando os filhos se casam e mudam de casa, são situações que podem ser traumáticas para alguns indivíduos”. Nestas situações manter-se ativo e recebendo o apoio da família e dos amigos é fundamental para que não entre em um quadro depressivo.

A psiquiatra do Seconci-SP ressalta que existem itens considerados ‘Fatores Protetores’, que colaboram para a minimizar o risco de uma pessoa cometer suicídio. A religiosidade, um bom suporte familiar, realização profissional, capacidade de adaptação, prática de atividades prazerosas (como exercícios físicos, danças etc.) e autoestima são alguns destes fatores.

Apesar disso, é muito importante a pessoa ou o familiar que identifique uma mudança brusca de comportamento, buscar apoio profissional para enfrentar este momento. De acordo com a psiquiatra, o Seconci-SP conta com um corpo médico multidisciplinar preparado para apoiar o trabalhador e seus familiares.

A coordenadora do Serviço Social da entidade ressalta ainda que o Seconci-SP possui também equipes preparadas para realizar palestras sobre o tema nas empresas. “Possuímos apresentações prontas, mas também conseguimos criar cursos de acordo com a necessidade de cada companhia”, conclui.

Fonte: Seconci 

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