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Férias: uma pausa necessária para manter a saúde

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O estresse profissional e pessoal, e a necessidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo podem perturbar a rotina e dificultar até mesmo atividades corriqueiras. Privação do sono, alimentação inadequada, estresse intenso, exposição ao álcool e drogas, são algumas das causas da fadiga.

“Com tantas exigências, nosso cérebro está sempre sob regime de constante estresse. Com isso, todo o nosso corpo sofre: menos noites de sono proveitoso (que chamamos de sono reparador); piora do padrão de alimentação, podendo ocasionar ganho de peso, e queda do sistema imunológico, favorecendo a doenças”, explica  Letícia Rebello, neurologista do Grupo Anchieta.

De acordo com o clínico geral, Daniel Boczar,do Hospital Anchieta, estima-se que 9% das pessoas sentem fadiga por mais de seis meses alguma vez na vida. Por todos esses motivos é fundamental que se tenham períodos no ano para descanso não somente físico, mas também mental. “Fadiga pode ser definida como uma sensação de cansaço generalizado ou falta de energia que não está relacionada exclusivamente à exaustão. O perfil dos indivíduos com fadiga crônica apresenta níveis de atividade geral baixa, tendência depressiva, eventos estressantes, distúrbios do sono e dificuldade de lidar com estresse quando comparados aos indivíduos saudáveis”.

Segundo a neurologista, o estresse afeta não somente o cérebro, como também outros órgãos do corpo, como o coração. “Durante o período de estresse uma estrutura do cérebro chamada hipotálamo vai ser ativada e assim hormônios como a adrenalina e o cortisol vão ser liberados. E uma pessoa que se mantém sob regime de altas doses desses hormônios pode desenvolver, entre outros problemas, a Hipertensão Arterial Sistêmica, um grande vilão tanto para doenças cerebrovasculares (AVC), como cardiovasculares (infarto)”.

Desta forma, o repouso do cérebro é fundamental para reduzir toda a carga de estresse acumulado no dia a dia e, até mesmo, para dar um novo fôlego para assumir novamente a rotina. “O descanso pode ser realizado da maneira que o indivíduo julgar melhor. Existem técnicas de relaxamento e medicação que podem ajudar algumas pessoas; atividade física pode ajudar outras; viagens para um local de preferência, longe da rotina de trabalho também pode ajudar. Enfim, o simples fato de conseguir sair momentaneamente da rotina, ou mesmo conseguir adaptar à sua rotina, hábitos de vida saudáveis, pode ajudar na promoção do descanso cerebral”, conclui a especialista.

Fonte: Frisson Comunicação – Ana Paula Silva 

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