Importância dos cuidados com ergonomia e clima organizacional

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clima_noticiasEm todo o mundo, a cada 15 segundos um trabalhador morre de acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho e 115 sofrem um acidente laboral segundo dados da Organização Internacional do Trabalho. O Brasil está em quarto lugar no ranking mundial de acidentes de trabalho fatais, fazendo com que 90% dos recursos do INSS sejam consumidos pelo pagamento dos benefícios previdenciários e acidentários para os segurados e dependentes. A importância do tema econômica e socialmente fez com que a OIT instituísse o dia 28 de abril como o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Mas enquanto os acidentes de trabalho ceifam 321 mil vidas por ano, as enfermidades relacionadas ao trabalho matam mais de dois milhões de pessoas. Por isso, é extremamente importante agir sobre a ergonomia e o clima organizacional das empresas, alerta a AGSSO (Associação de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho). Pois segundo o Ministério da Previdência Social as doenças motivadas por fatores de riscos ergonômicos e de sobrecarga mental já superaram os incidentes traumáticos. Segundo os últimos dados disponíveis, referentes ao período entre 2000 e 2011, as primeiras já respondem por um quinto dos afastamentos por doenças do trabalho, consolidando-se como seu principal motivo.

“O que as estatísticas nos mostram é que precisamos rever nosso conceito de segurança pois atualmente um escritório pode gerar tantos ou mais doenças do trabalho do que uma indústria considerada perigosa, como a química, por exemplo”, alerta o Dr. Januário Micelli, presidente da AGSSO, que reúne as empresas líderes desse segmento. “O risco de atividades reconhecidamente perigosas hoje é menor porque sempre houve um trabalho focado na sua mitigação. É o que precisamos fazer hoje com setores que recebem uma classificação mais branda e que, por isso, não percebem os riscos inerentes a suas atividades”, completa.

Segundo Eliane Aere, diretora da AGSSO, o perfil de adoecimento do trabalho no comércio e no setor de serviços não é o mesmo do que na agricultura ou na indústria. “O empregador precisa fazer um mapeamento das causas e dos riscos para identificar o que pode ser eliminado e o que pode ser mitigado”, completa.

Nos exames de saúde ocupacional, a observação de fatores relacionados à saúde mental deve merecer a mesma atenção que todos os fatores físicos já considerados. Na prática, isso significa incluir fatores como apresentação, comportamento, expressão, memória, coerência, atenção, humor, indícios e/ou histórico de transtornos da esfera mental/emocional (pânico, ansiedade, depressão) nas fichas clínicas para que a observação e registro destes fatores ocorram em todas as anamneses ocupacionais. Isso permite o direcionamento à investigação mais detalhada, quando necessário, não somente em casos de risco específico relacionado, e a comparação de exames sucessivos de um mesmo colaborador.

A investigação mais detalhada, com aplicação de questionário validado, encaminhamento para avaliação psicológica, entre outros, permite definir condutas para cada caso avaliado. E a avaliação, por parte do empregador, da relação entre o perfil psicofisiológico do candidato/colaborador e a organização do trabalho a ser desenvolvido permite evitar o direcionamento de perfis incompatíveis com determinadas demandas e, desta forma, prevenir agravamentos e desencadeamentos decorrentes desta relação.

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