Pesquisas apontam aprovação da redução da jornada para melhoria da qualidade de vida

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Em meio às discussões da redução da jornada de trabalho, pesquisas reforçam a reflexão sobre esse assunto. De acordo com o levantamento “Os brasileiros e a jornada de trabalho”, feita pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, a redução de 44 horas semanais é apoiada por 65% dos brasileiros e entre quem está no mercado de trabalho, formal ou informal, o apoio é de 66%, assim como entre a População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, todas as pessoas que com trabalho remunerado.

Já aos que estão à procura de se recolocar, o índice é ainda mais expressivo, aponta o estudo: “A redução é apoiada por 73% dos desempregados do país, mostrando que esse público trabalha com a perspectiva de que uma eventual mudança, se aprovada, criaria novas vagas de emprego por quem procura um espaço no mercado de trabalho brasileiro”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

A mesma pesquisa também perguntou da possibilidade de um tempo livre, caso houvesse a redução de jornada: 65% dos brasileiros acreditam que uma semana com quatro dias de trabalho traria maior qualidade de vida, sendo que 29% das mulheres dedicariam o dia a mais de folga para cuidar da própria saúde, enquanto 20% dos homens faria isso.  E 19% dos jovens de até 24 anos usariam as horas extras para praticar atividades físicas.

 

Redução e tempo para si

 

Segundo outro levantamento, este de 2024 do DataSenado, 48% entendem que a qualidade de vida dos trabalhadores do país é regular e para 67% (112,8 milhões de brasileiros), o principal desafio que os trabalhadores enfrentam em relação à qualidade de vida é o valor do salário, seguidos pelo deslocamento e pelas condições de trabalho.

Para 54% (92,1 milhões) dos respondentes, a carga horária menor iria melhorar a qualidade de vida, beneficiando a saúde mental. “Sobre o tempo livre conquistado, 40% (37,7 milhões) afirmam que usariam o dia livre para dedicar tempo à família, 17% aos cuidados com a própria saúde e 16% para capacitar-se. Fazer renda extra seria a preferência para 11% dos trabalhadores, seguido por praticar exercícios físicos e lazer, com 8% e 6%, respectivamente”, salienta o estudo do Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o gabinete da senadora Soraya Thronicke (Podemos – MS).

Foto: Freepik

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