Conhecer funcionários e incluir natureza influenciam no bem-estar das equipes

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Foi-se o tempo em que escritórios eram apenas mesas e cadeiras dispostas da melhor forma possível para ocupar um espaço confinado por paredes. Aliás, para além do ambiente de trabalho, é no ambiente indoor que passamos a maior parte do tempo.

De acordo com a Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA), passamos aproximadamente 90% do tempo em espaços fechados, em casa, no trabalho, em shoppings etc. E a mesma instituição aponta que pessoas que não têm contato com a natureza têm mais propensão a desenvolver doenças. Não é para menos: 99% dos 100 mil anos do homo sapiens foram vividos na natureza. Portanto, a urbanização ainda é algo recente para as reações cerebrais.

Não é difícil imaginar que, com a pandemia do coronavírus e as situações de quarentena, esse quadro se intensificou. Mas estar em um ambiente de trabalho – em casa ou na empresa – não quer dizer necessariamente, que os funcionários necessitem estar longe das plantas ou de uma ambientação que seja mais agradável.

“Conhecer a rotina de um escritório, ouvir os funcionários, cuidar do bem-estar e valorizar a cultura de uma corporação são alguns dos ingredientes que usamos”, explica Denise Moraes, diretora de projetos e sócia da AKMX, companhia que desenvolveu o conceito batizado como neuro-bio-ux (união de neurociência, biofilia e user experience). A ideia é somar elementos naturais e reações cerebrais positivas. “Muitas vezes, o cliente não sabe das suas reais necessidades. Então, avaliamos um conjunto de informações para ter um projeto que contemple suas prioridades. Investir em espaços de conversa, por exemplo, é uma prática que temos para substituir as salas de reunião. Repensar o local pode aproximar os funcionários, melhorar a qualidade de vida e trazer ainda mais resultados”.

A expectativa é que esse tipo de aplicação da arquitetura cresça cada vez mais, enquanto o número de pessoas em centros urbanos só aumenta. De acordo com a ONU, em 2019, 55% da população mundial já estava vivendo em áreas urbanas. A projeção é que até 2050 esse número cresça para 75% da população global.

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