Adaptabilidade, conectividade e bem-estar dos funcionários viram foco das empresas na pandemia

Pesquisa conduzida pela Grant Thornton, em parceria com a Culture for Performance, compara prioridades das companhias brasileiras antes, durante e depois da Covid-19

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Adaptabilidade, conectividade e bem-estar dos funcionários estão entre as novas prioridades das empresas brasileiras após a chegada da pandemia do novo coronavírus. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Grant Thornton Brasil, especializada em consultoria e auditoria, e pela Culture for Performance, que se concentra em projetos de cultura organizacional. 

Realizado com 2 mil colaboradores, em todas as regiões do Brasil, o levantamento buscou entender como a Covid-19 impactou as organizações e sua cultura. Para isso, responderam quais eram seus 10 principais valores antes e durante a pandemia, além do que esperam que seja relevante no futuro. 

O resultado mostrou que, antes da crise sanitária, atingir objetivos era o foco principal das companhias, citado por 31% dos entrevistados, seguido por comprometimento (23%), crescimento na organização (22%) e adaptabilidade (22%). Ainda constavam na lista: ética, aprendizagem contínua, assumir riscos, agilidade, alianças estratégicas e, por último, redução de custos. 

Agora, porém, as prioridades mudaram. Adaptabilidade passou a ocupar a primeira posição da lista de valores dos ouvidos pela pesquisa (63%), logo à frente de conectividade digital (29%), atitude positiva (25%), bem-estar (23%), cautela (20%), compartilhar informações e comunicação aberta (ambos com 19%). E vários outros valores saíram da lista de prioridades.

“As empresas vêm tendo que se adaptar mais rapidamente, acelerando a digitalização do seu negócio. Além disso, aumentou a importância da aprendizagem, e há uma grande demanda por bem-estar e por comunicação transparente e com significado”, afirma Ronaldo Loyola, sócio da área de Capital Humano da Grant Thornton. 

A pesquisa mostra ainda que outros temas ganharam importância durante a pandemia. “Ampliando a análise, podemos notar que administrar bem sob pressão, colaboração entre grupos, engajamento dos funcionários e trabalho em equipe se tornam mais importantes”, diz Loyola. 

Ao imaginarem o futuro pós-Covid-19, as empresas continuaram indicando a adaptabilidade como principal prioridade, citada por 52% dos entrevistados. Em seguida, aparece o bem-estar, com 30%. 

Para o sócio da Culture for Performance, Caio Brisolla, os desafios impostos pela pandemia mostraram que as lideranças precisam ser desenvolvidas para se adaptar ao novo normal. “Não é mais possível contar apenas com suas experiências passada”, afirma.

“Também há uma clara demanda para que as organizações sejam mais humanas e se preocupem genuinamente com o bem-estar das pessoas. Paralelamente, as empresas precisarão investir mais em melhorias e buscar, cada vez mais, soluções criativas”, afirma. 

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