CPRT/CBIC dá início às ações da CANPAT Construção 2022

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O lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Indústria da Construção – CANPAT Construção 2022, foi realizado, no dia 26 de julho, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do  Serviço Social da Indústria (Sesi), participação da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e apoio especial do Seconci Brasil. Esta edição tem como tema: Gestão da Segurança e Saúde na Construção: uma nova cultura para um ambiente de trabalho seguro e saudável.

Em sua sexta edição, a CANPAT Construção já alcançou mais de 20 mil pessoas de forma direta. O evento beneficia não só o setor, explicou o presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT/CBIC), Fernando Guedes. “É um debate importante para a sociedade brasileira como um todo. Estamos muito felizes e muito orgulhosos disso. Neste ano, nossa temática vai seguir a temática nacional para que a gente possa trabalhar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) dentro da indústria da construção”, apontou.

A saúde e segurança do trabalhador deve ser o principal ponto de atenção, segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins. “Se nós queremos trabalhadores mais produtivos e engajados, e um setor mais produtivo, que ocupe um espaço maior dentro da economia da sociedade, nós temos que ter como foco o nosso trabalhador. Nós temos que focar no trabalhador porque ele é o motor de tudo aquilo que nós fazemos e é fundamental a saúde e segurança do seu ambiente”, disse. “Vamos seguir esse caminho de união e esforços na busca de um objetivo em comum, que é justamente o bem-estar do nosso trabalhador”, corroborou Guedes.

 

Responsabilidade Social

 

Pesquisa realizada pelo SESI, em parceria com a CBIC, analisou dados históricos de acidentes de trabalho da indústria de construção no Brasil, um recorte temporal de 10 anos (2010 a 2019), destacou o diretor de Educação e Tecnologia da CNI, diretor Superintendente do SESI/DN e diretor geral do SENAI/DN, Rafael Lucchesi, que parabenizou o setor da construção civil pelo trabalho desempenhado. “É importante afirmar que de maneira consistente ano a ano a construção civil tem reduzido os acidentes de trabalho mostrando que há redução tanto em acidente como também de doenças ocupacionais. O setor da construção está de parabéns!”, destacou.

De acordo com Lucchesi, a indústria da construção é fundamental para a agenda de desenvolvimento do país, mas também de qualidade de vida. “A indústria  da construção é uma indústria que abarca todo o tecido territorial brasileiro, ela está presente nos 5.550 municípios”, completou.

A pauta SST, debatida de forma cada vez mais recorrente, também abrange o fator de responsabilidade social, apontou o Subsecretário de Inspeção do Trabalho, Romulo Machado. “Fala-se cada vez mais em responsabilidade social, no quanto essa vertente é um diferencial de competitividade de produtividade para as empresas. Em tudo isso, nós incluímos a proteção ao trabalho e a proteção ao trabalhador, e que seja feita de forma decente, segura e que respeite a dignidade desse trabalhador”, pontuou.

 

NR-18

 

Após a abertura da CANPAT Construção 2022, foi realizado um painel técnico sobre o panorama atual da norma regulamentadora – NR-18, onde participaram o vice-presidente do Sinduscon-SP e coordenador do Grupo Estratégico de SST da CPRT/CBIC, Haruo Ishikawa; o Auditor Fiscal do Trabalho e Chefe do Setor de SST no Paraná, Rubens Patruni Filho; o Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho Seconci-SP, Gianfranco Pampalon; e a Especialista em Desenvolvimento Industrial do SESI-DN, Migliane Réus de Mello.

Durante o debate, Gianfranco Pampalon explanou sobre acidentes de trabalhos que poderiam ser evitados ainda na fase do projeto, as maiores dificuldades de implementação da NR-18, além das novas tecnologias a favor do tema. E explicou que  o assunto ainda não é bem visto por todos. “As ações de SST, infelizmente, ainda são vistas como custos pelas organizações, porém quando a questão é bem avaliada, percebe-se nitidamente que isso é, comprovadamente, revertido em economia para as organizações”, disse.

A implementação da norma é vista como uma mudança de paradigma para a Especialista em Desenvolvimento Industrial do SESI-DN, Migliane Réus de Mello.  “Cada vez mais a fiscalização vai deixar de olhar o papel e vai querer ver o resultado para saber como foi implementado um programa, se deu resultados ou melhorou as condições de trabalho dentro dessa empresa”, disse. Para  Migliane Réus, o que realmente interessa quando se implementa uma gestão ou  um programa, é alcançar resultados.

Rubens Patruni fez um balanço desde a publicação, elaboração da norma e as expectativas para o cumprimento da nova NR-18, além de expor sua preocupação com a implementação. “A gente já vê algumas dificuldades de implementação, mas é um caminho ainda muito longo e nós estamos só no início dessa caminhada. O objetivo sempre será o de reduzir o número de acidentes e doenças ocupacionais ano após ano”, apontou Patruni.

Durante a abertura do evento, a CPRT divulgou um vídeo com a memória cronológica de trabalhos, ações e conteúdos orientativos de SST realizados ao longo dos últimos 10 anos, fruto da parceria de sucesso entre a CBIC e o SESI.

O tema tem interface com o projeto “Realização/Participação de/em Eventos Temáticos de RT/SST”, da Comissão de Políticas e Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional).

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