Estudo aponta os riscos ocupacionais decorrentes da coleta de açaí

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O açaí virou moda e é hoje uma das frutas mais apreciadas pelos brasileiros, com diversos benefícios para a saúde. Fonte de renda para cerca de 200 mil famílias da região Amazônica, principal polo de extração do produto, sustenta uma cadeia de valor que movimenta em torno de R$ 4 bilhões por ano e tem espaço para expandir.

Um estudo inédito realizado pelo Instituto Peabiru, ONG que atua em comunidades rurais excluídas na Amazônia, em parceria com a Fundacentro, mostra, no entanto, que a atividade da coleta ainda é feita de forma artesanal, em condições precárias e perigosas. “A questão se agrava perante o desinteresse por parte dos elos mais fortes da cadeia de valor – indústrias, atacadistas, varejistas, batedores da região – e o poder público”, explica o diretor geral da ONG, João Meirelles. Ele lembra que o consumidor final desconhece os perigos da atividade e, pior, todos os riscos e ônus recaem sobre o extrativista e sua família.

De acordo com Meirelles, a partir do momento em que o açaí se torna um produto com demanda crescente, nacional e internacional, comportando-se como uma commodity, sobe-se dezenas de vezes ao dia no açaizeiro, e as comunidades manejam áreas cada vez maiores. “Isto aumenta exponencialmente os riscos de acidentes,” alerta o especialista. Quedas de árvores, picadas de animais venenosos e peçonhentos, riscos de lesões no corpo, são apenas alguns dos exemplos de acidentes mais comuns na colheita do açaí.

Na entrevista ao Podprevenir desta semana, Meirelles fala sobre a necessidade de reconhecer e regulamentar a atividade dos peconheiros (nome dado aos trabalhadores que sobem nos açaizeiros), além das principais conclusões e recomendações do estudo para melhorar as condições de trabalho e vida dessas populações. O podcast está disponível no endereço www.podprevenir.com.br, também na versão mobile.

No canal de vídeos do site, o internauta pode assistir ao audiovisual que mostra a rotina do extrativista do açaí e os desafios que envolvem a colheita do produto. O vídeo é uma produção do Instituto Peabiru em conjunto com o Tribunal Regional do Trabalho do Pará e Amapá.

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