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Pesquisa indica exaustão emocional e estresse crônico entre enfermeiros da área oncológica

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Um estudo realizado com 231 enfermeiros da área de Oncologia do Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro (INCA) mostra que as características do trabalho desses profissionais podem causar sérios danos à saúde, principalmente doenças cardiovasculares. A pesquisa foi tese de doutorado do enfermeiro Juliano dos Santos, que também trabalha no INCA. O objetivo foi avaliar o risco cardiovascular e a prevalência de outros fatores de adoecimento, com destaque para a hipertensão arterial e a carga alostática, que avalia o nível de estresse crônico.

Trabalho em turnos alternados, elevada carga horária, exposição a constantes pressões psicológicas no atendimento a pacientes com câncer e seus familiares são algumas das características da atividade que favorecem o adoecimento. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a enfermagem uma das profissões mais estressantes da atualidade.

Segundo Juliano, o estudo revelou dados alarmantes: mais de 40% dos profissionais pesquisados apresentaram nível de pressão arterial alterado no período de sono; 49,4% cortisol elevado (o que está relacionado com estresse crônico), além de 42,4% colesterol total limítrofe/alto. A pesquisa também mostrou que 55% apresentaram exaustão emocional e 39% prevalência de Síndrome de Burnout. “Outro agravante são os hábitos e estilos de vida desenvolvidos dentro do processo de trabalho, principalmente má alimentação e a falta de atividades físicas, que contribuem para esses resultados”, explica Juliano. O pesquisador chama a atenção para o fato de se tratar de profissionais relativamente jovens, na faixa etária entre 30 e 39 anos, e apenas com cinco anos em média de atuação na instituição.

Na edição desta semana do Podprevenir, o enfermento apresenta outros dados da pesquisa e aponta possíveis saídas para o problema. O podcast pode ser acessado no portal Podprevenir (www.podprevenir.com.br) e está disponível também na versão mobile.

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