Nova tecnologia promete reduzir prejuízos de US$ 3 trilhões com acidentes de trabalho em todo o mundo

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Uma tecnologia revolucionária, com foco em reduzir acidentes durante grandes obras e operações de alto risco como a movimentação de guindastes, escavadeiras, ou em plataformas de petróleo, está em desenvolvimento em Toronto, no Canadá. Trata-se do software A.N.G.E.L (Autonomous Network Gear with Expert Level), uma ferramenta que usa Inteligência Artificial para antecipar, em até meses, ações, movimentos e posturas humanas que podem gerar acidentes de trabalho.

Liderado pelo engenheiro brasileiro Tarcísio Caddah, o projeto é tratado como uma revolução na maneira de se enfrentar a questão da segurança no trabalho, inclusive no Brasil, pois se propõe a “prever” o que um operário fará de errado “amanhã” ou quando provocará, durante o expediente, um acidente que poderá lhe custar a perda de membros ou até mesmo sua vida.

Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado e debatido em 2017, aponta que por ano, 2,3 milhões de pessoas morrem e outras 313 milhões ficam afastadas do trabalho por longos períodos por conta de acidentes de trabalho ou por doenças relacionadas às atividades profissionais. O mesmo estudo revela, ainda, que os prejuízos causados por acidentes graves, fatais, mutilantes ou doenças de origem laboral somam US$ 3 trilhões a cada ano.

“Assim como o Google, por exemplo, usa a inteligência artificial para detectar seus interesses de consumo a partir das pesquisas na internet, o Angel vai mostrar horas, dias ou meses antes do acidente que os movimentos daquele profissional mudaram e vão colocá-lo em risco. Esse alerta é suficiente para que o profissional de prevenção de acidentes entre em ação e não o deixe acontecer”, explica Caddah.

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